#TSUNAMI13AGOSTO

‘Governo autoritário não suporta população crítica’, diz presidente da UNE, sobre Bolsonaro.

Estudantes e trabalhadores saem às ruas em mais um tsunami da educação. Para eles, governo de Bolsonaro escolheu ensino público como alvo principal.

A terceira mobilização nacional de estudantes contra o governo já reuniu milhares de pessoas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Para o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, o governo escolheu a educação como inimiga.

“A educação possibilita o pensamento crítico. Governos autoritários não suportam uma população crítica. Atacam a universidade para destruir, também a ciência”, disse, enaltecendo o processo de resistência no terceiro “tsunami da educação”.

Repetindo as manifestações de 15 e 30 de maio, a juventude rechaça os cortes no orçamento da educação, e o projeto Future-se, que condiciona o financiamento das universidades públicas ao interesse empresarial.

“Esse projeto não foi debatido. Nem os reitores sabiam sobre ele. Parte de um vício de método.

No fundo, significa uma desresponsabilização do Estado de financiar a universidade pública. Querem aumentar o financiamento privado, para tornar a universidade dependente das empresas”, criticou Iago.

O Future-se foi recebido como um caminho para a privatização do ensino.

Entre outras coisas, a proposta liquida a autonomia universitária, coloca a existência de muitos cursos em risco, permite que os empresários selecionem o que querem apoiar e deduzam os valores dos impostos.

Além disso, esse investimento não será feito diretamente na universidade, mas em um fundo de investimentos gerido por uma organização social (OS) privada.

Cortes

Em março, Bolsonaro e Weintraub determinaram o congelamento de R$ 5,8 bilhões do orçamento da educação.

No mês seguinte, o Ministério da Educação (MEC) bloqueou R$ 1,7 bilhão dos orçamentos próprios das universidades federais, o que afetou o pagamento de contas de água e luz, funcionários terceirizados, obras, equipamentos, bolsas e pesquisas.

Apesar de não suspender salários, a medida inviabiliza o funcionamento das instituições.

No dia 30 de julho foram congelados mais R$ 348 milhões, destinados a livros didáticos.

E no último dia 6, projeto de Bolsonaro encaminhado ao Congresso “remaneja” mais R$ 3 bilhões dos ministérios, sendo um terço disso das universidades.

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RBA

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