Indígenas denunciam violência impulsionada por obras de hidrelétricas no Pará

Mais de 50 indígenas do povo Munduruku, contestaram construção de hidrelétricas no rio Tapajós e mineração em terras indígenas, que veem sendo defendidas pelo presidentePublicado por Redação RBA.

São Paulo – Uma delegação de 50 lideranças do povo indígena Munduruku denunciou que o governo de Jair Bolsonaro quer retomar obras na bacia do rio Tapajós, na região do Pará, que devem prejudicar toda a comunidade indígena dessa área. O alerta dos povos originários foi feito nesta quinta-feira (21), durante coletiva de imprensa na Maloca, na Universidade de Brasilia (UNB).

Em entrevista à TVT, todos se queixaram da construção de hidrelétricas que já são, até agora, pelo menos quatro: Colider, Sinop, São Manoel e Teles Pires, de acordo comAlessandra, guerreira do médio Tapajós. “Eles estão tentando, mas a gente não vai deixar, porque a gente está lá e vai lutar sim, porque não fizeram consulta, mas todo o projeto que é dentro do território (indígena) tem que haver consulta”, explica Alessandra à repórter Camila Piacesi, do Seu Jornal.

“Não adianta fazer um projeto em cima das nossas cabeças, porque a gente vai brigar. Isso aqui é um povo só do Tapajós, todo o povo está na luta”, destaca sobre a frente de atuação contra as hidrelétricas que contam com o apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), os atingidos pela mineração, e outros parceiros pelo meio ambiente.

De acordo com o povo Munduruku, já é notável, por conta dessas obras, a mortandade dos peixes. Mas, além dos problemas ambientais e sociais decorrentes das hidrelétricas, os indígenas também têm enfrentado no dia a dia os garimpos legais e ilegais, incentivados por Bolsonaro e que, além da degradar a natureza, contaminam os rios com mercúrio, causando doenças.

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