CPI da Vaza Jato, o pavor de Moro e Dallagnol.

Após concluir a conferência das assinaturas, a Mesa da Câmara concluiu nesta sexta-feira a análise do requerimento para instalação da CPI da Vaza Jato.

No total, 175 deputados assinaram o documento, quatro a mais do que o mínimo regimental.

O requerimento foi protocolado e o objetivo da comissão é apurar, a partir das revelações do site The Intercept Brasil, a utilização da estrutura do Judiciário e do Ministério Público Federal para objetivos políticos, com a caracterização de conluio em detrimento das garantias fundamentais.

Segundo o site Congresso em Foco, a iniciativa foi “capitaneada” pela líder da Minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), com o apoio de Alessandro Molon (PSB-RJ), André Figueiredo (PDT/CE), Orlando Silva (PCdoB-SP), Daniel Almeida (PCdoB-BA), Paulo Pimenta (PT-RS), Ivan Valente (Psol-SP) e Tadeu Alencar (PSB-PE).

Era necessária uma resposta institucional para que algo de fato seja feito.

Não se trata de perseguir ninguém, mas de aprofundar as investigações sobre o ex-juiz Moro, o Deltan e os envolvidos.

É preciso salvar a democracia brasileira.

Na CPI não terá condutas sempre denunciadas, a seletividade e a manipulação das informações.

O país e a democracia precisam de segurança jurídica.

 “Provável conluio” e violações de “garantias fundamentais”, “fraude processual, prevaricação, advocacia administrativa e abuso de autoridade” são termos usados pelos parlamentares como justificativa para a comissão.

Se instalada, a CPI da Vaza Jato terá até 180 dias para investigar. Antes, o requerimento precisa ser lido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e, então, os partidos devem indicar os membros do colegiado.

Maia sofrerá pressão dos aliados do ministro da Justiça, Sergio Moro.

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LULA MARQUES

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